| Voc�s se lembram que h� algumas semanas, como parte dos testes de conhecimento do bairro, mencionamos um trem que conectava Santo Amaro � S�o Paulo ? Pois bem, eis a hist�ria e foto do trenzinho . |
A Estrada de Ferro |
| Na segunda metade do s�culo XIX, a vila de Santo
Amaro tornou-se o celeiro de S�o Paulo: todos os g�neros de primeira necessidade,
mandioca, milho, feij�o, arroz, batatas inglesas, eram comprados dos santamarenses.
Numerosas propriedades rurais dedicavam-se � cria��o de gado e aves dom�sticas. Tropas
de burro e carro de boi levavam para a capital madeiras lavradas, feixe de mucuta, carv�o
e pedra de cantaria. Iam vend�-las no mercado central de S�o Paulo. Foi este um dos motivos que levaram alguns engenheiros, tendo � frente Alberto Kulhmann, a projetarem uma extensa ferrovia que, partindo de Vila Mariana, penetrasse no sul da Prov�ncia de S�o Paulo. O trem passaria por Santo Amaro e a linha teria, ao todo, 200 quil�metros de extens�o. O lucro esperado viria do transporte de madeiras e g�neros aliment�cios. Aliando-se a Eus�bio Vaz Lobo da Camara Leal, o engenheiro Kulhman requereu e obteve privil�gio para este empreendimento, por vinte e cinco anos. Em 1884, o presidente da Prov�ncia mandou um relat�rio � Assembl�ia Provincial, sobre a estrada em constru��o: "A linha de Carris de Ferro de S�o Paulo � vila de Santo Amaro, parte desta Capital, na Rua Liberdade, esquina da S�o Joaquim, e segue pela Estrada Vergueiro at� o quil�metro 2; desse ponto se afasta a linha at� � estaca 245, sendo dois quil�metros e 900 metros do ponto de partida, continuando da� por diante o tra�ado, ora aproximando-se ora afastando-se da estrada que conduz �quela vila. Quando completamente terminada a linha ser� de 15 quil�metros".
O m�dico milan�s Dr. Afonso Lom�naco contou em livro as viagens que fez pelo Brasil, percorrendo o Rio de Janeiro, Minas Gerais e S�o Paulo, entre os anos de 1885 e 1887. Conta uma viagem que fez a Santo Amaro: " De Vila Mariana prolongava-se a estradazinha de Santo Amaro, por vinte quil�metros atrav�s de plan�cie �rida e despida, onde s� quase havia vegeta��o rasteira, des�rtica, por assim dizer. Santo Amaro, humilde e risonho arraial de casinhas baixas, pintadas de cores vivas e quase todas da mesma altura, com poucas ruas largas de terra batida, e duas grandes pra�as, parecendo as aldeolas da Sicilia. Vivia como que segregada do mundo, mas a abertura da linha de trens a vapor transformou o local em passeio muito em moda: nos dias festivos ali acorrem numerosas pessoas, desejosas de lhe respirar a belas auras, e de vagar pelos campos vizinhos do humilde vilarejo, digno de acatamento hist�rico por ser |
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