Por qu o Brooklin se chama Brooklin?
Leia tamb�m Como nasceu o Brooklin?

Tecnicamente, Sub-Distrito de Ibirapuera. Popularmente, Brooklin. O designativo pelo qual todos conhecem a regi�o foi uma imposi��o dos seus antigos habitantes. A empresa que acabava de substituir a antiga Estrada de Ferro S�o Paulo a Santo Amaro, em 1906, (leia mat�ria) adotou a nomenclatura dos pontos de parada, em ordem num�rica. Sendo o bairro, naquele tempo, apenas um conjunto de umas tr�s casas, n�o deixou de ser aquinhoado com um ponto de parada, que denominou 5� desvio. Chamavam-se desvios, pelo fato de existir somente uma linha e os bondes esperarem, nos desvios ou pontos de paradas, os que vinham em sentido contr�rio.

Bonde "camarão" da Light

O Bonde "camar�o" da Light, chegando
� parada Brooklin Paulista.

Entretanto, ap�s alguns anos de funcionamento dos carros el�tricos que substituiram os puxados pelas m�quinas de tra��o a vapor (leia mat�ria) , a nova concession�ria resolvera dar nomes �s paradas ou desvios, e assim sendo, foram escolhidos os nomes dos nossos ilustres governantes, para designativos dos pontos mais importantes. Todavia o 5� desvio foi uma exce��o dentro do crit�rio adotado pela concession�ria, ao homenagear os nossos presidentes da Republica e outros nomes ilustres de pol�ticos nacionais, pois Brooklyn Paulista, este o nome escolhido em homenagem � na��o amiga Norte Americana, inspirado naturalmente em virtude da exist�ncia em Nova York do seu maior e mais importante bairro, o famoso Brooklyn.

Se a Light, como � popularmente chamada, deu esse simp�tico nome ao 5� desvio, o povo o aceitou e conservou, n�o por�m sem certas rea��es �s vezes dr�sticas. Quando os respons�veis funcion�rios municipais vinham trocar o nome que se achava inscrito na tabuleta existente no ponto de parada todos os brooklynenses prostavam-se diante das mesmas para a sua defesa. Certo dia, nas primeiras horas da manh�, os primeiros que se dispunham dirigir-se ao trabalho, tendo notado a mudan�a do nome na tabuleta para o de Ibirapuera, arrancaram e atearam-lhe fogo, como sinal de protesto. �stes fatos repetiram-se por muitas v�zes, at� que, cansados, os dois contendores, gov�rno e povo, t�citamente estabeleceram um "modus vivendi"; os bairristas teriam para si o nome querido e os governistas, como n�o podia deixar de ser, e de ac�rdo com a m�xima "Dura Lex sed Lex’’, ficaram com o de Ibirapuera para as suas cita��es oficiais.

Agradecemos a colabora��o da Par�quia Sagrado Cora��o de Jesus

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